quinta-feira, 1 de setembro de 2011


“Se quer que eu te cuide, cuidarei. Se quer que eu te proteja, protegerei. E se quer amor, eu te amo.”
Peace And Vodka In Love.

Mas eu vou tá por lá pra te ver, pra te olhar, te abraçar, te escutar, te entender.
Projota

Eu separei pra você um lugar na minha cama, um espaço grande, porque eu sei o quanto você se mexe durante a noite. Eu deixei um lugar na geladeira para as besteiras que você come todos os dias. Deixei um espaço no banheiro para as suas toalhas, seus cremes e as coisas que você sempre usa. Sabe meu guarda-roupa? Eu arrumei e botei minhas coisas para o cantinho, caso você precise de espaço. Debaixo da minha cama, onde fica todas as minhas bagunças, eu deixei um espaço para as suas. No meu computador, tem espaço sobrando para as pastas de arquivos que você quiser colocar ou fotos, tudo bem. Tem bastante tomada por aqui, mas se você quiser, boto o seu nome em uma para ninguém mais usar. Olha, os espaços nas estrelas eu deixei pra você ver que mesmo que elas fiquem longe uma das outras, elas não se separam não. Deixei um espaço grande entre as cidades, mas não tem problema, eu ando todas as BRs da vida para te buscar em qualquer terminal de ônibus ou aeroporto por aí. Eu to sentando um pouco mais de lado na cadeira de computador, sabe, deixei um espaço pra você dividir ela comigo. Meus dedos, os espaços são tão grandes, só falta sua mão grudar na minha. No sofá aqui, eu deitava, mas agora eu fico sentada pra esperar você ocupar seu lugar e eu poder deitar no seu colo. Tem espaço pra você guardar seus sapatos, espaço pra você guardar seu sorriso… E no meu coração, tem espaço suficiente pra guardar o seu amor, por muito tempo.. Muito além desse tal de sempre.  (p.s)

O melhor conselheiro é aquele que te ouve, te abraça, e sem precisar dizer nada te conforta indescritivelmente. (soakupthelove)

É horrível quando a dor do coração é tanta, que começa a doer, também, a cabeça, os olhos e todo o restante do corpo. Não é? 


Imagine nós dois, eu e você, daqui a alguns anos, morando juntos. Não precisaríamos ser namorados, nem casados, nem nada disso. Apenas amigos. E nós seriamos felizes, eu e você. Fotos de nós dois estariam espalhadas pela casa. Fotos suas no meu quarto, fotos minhas no seu quarto. Mas nós dormiríamos juntos. Pelo simples fato de eu te querer por perto, e você me querer também. Pelo simples fato do seu quarto estar bagunçado de mais e a minha cama ser perfeita para nós dois. Eu teria medo do escuro, sem você. E eu andaria apenas com roupas íntimas, e você fingiria não se importar. E eu fingiria acreditar. Eu fugiria de você, correndo pela casa, rindo, com o controle da televisão, só pra você não mudar o canal. E você me pegaria, e ficaríamos abraçados até o silêncio nos constranger. Nossos sábados a noite seriam nostálgicos, olharíamos todos tipos de filme, atiraríamos pipocas um no outro e pediríamos uma pizza. 
Nostálgicos e perfeitos, porque depois dormiríamos abraçados, no sofá da sala, ao som da melodia dos créditos de um filme de romance em que eu choraria do começo ao fim, e você riria de mim e comigo. Iríamos ao supermercado uma vez por mês, comprar as mais diversas porcarias. E não nos faltaria nada. Você não se importaria com as minhas roupas espalhadas pela casa e pelo seu quarto. Eu não me importaria com a sua bagunça diária, nem com a sua toalha de banho atirada pelos cantos. Nos domingos à tarde, ficaríamos na sacada do nosso apartamentinho no 3º andar, tomando coca e cantando músicas velhas. Olharíamos as pessoas lá em baixo, casais apaixonados, e ficaríamos em silêncio, perdidos nos nossos próprios pensamentos. Suas amigas viriam te visitar, e eu choraria em silêncio, no escuro do meu quarto. Até elas irem embora e você ir dormir comigo, e perguntar se chorei. Eu negaria. Você acreditaria. Me acordaria no meio da noite, para contar um sonho que teve. E nós riríamos juntos. Me acordaria com café na cama, ou com uma rosa roubada do jardim da casa vizinha. Eu deixaria um recado sutil de amor na porta da geladeira antes de sair na segunda de manhã para visitar meus pais. Poderíamos até ter um cachorro. Poderíamos juntos, levar ele para passear. E você decidiria pintar a casa, e ela ficaria vazia, apenas com nós dois e nosso cachorro. Deitaríamos no chão, e eu perguntaria em que você estaria pensando. Você mentiria e me perguntava o mesmo. Eu mentiria. Eu iria para a universidade todo dia de manhã, enquanto você ia para seu trabalho de meio turno em uma empresa de sucesso. Você me amaria, em silêncio. Eu também te amaria, em silêncio. Em alguns anos, eu estaria me formando , e você estaria no topo da carreira. E você me levaria pra jantar e me pediria em casamento. Eu aceitaria. E seria uma linda história de amor.