segunda-feira, 10 de janeiro de 2011



Mas se eu tivesse ficado,teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais, por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia. Qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.

2 comentários:

  1. ô bailarina,
    Eu tenho um livro de Caio Fernando de Abreu.
    É depressivo, mas tem uns contos ótimos.!
    rs
    Quer ler?

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