quarta-feira, 11 de abril de 2012



“A vida é bela do jeito que é. Sexta feira a noite. Um violão afinado. Um céu estrelado. Seu clipe predileto na televisão. Saber as respostas. Saber ouvir não. Brigadeiro, pizza e Coca-Cola. Encontrar algo perdido a muito tempo… Felicidade. Vento no rosto em um dia ensolarado. Ter fé e esperança. Um reecontro, um momento, uma lembrança. Meus parabéns, você tem talento, você é perfeito, você é capaz. Fechar os olhos pro passado. Suspirar um momento perfeito. Ser compreendido sem dizer, dizer e ser compreendido. Ter alguém pra dizer - Nesse? Eu confio. Pular no rio de um lugar alto pela primeira vez. Compartilhar, dizer, sentir, amar. Soltar a fumacinha pela boca, nos dias frios. Rever um velho amigo. Ter ansiedade por algo bom. Não dizer adeus, dizer… Volte logo. Afinal… Quantas coisas você perde por estar ocupado sofrendo e se isolando?”
— Became Insane

“Você pode não ser o primeiro homem dela, o último homem dela ou o único homem dela. Ela amou antes, pode ser que ela ame de novo. Mas se ela se ama agora, o que mais importa? Ela não é perfeita - você também não é, e vocês dois podem nunca ser perfeitos juntos, mas se ela te faz rir, te faz pensar duas vezes, e admite ser humana e cometer erros, segure-se a ela e dê a ela o máximo que você puder. Ela pode não estar pensando em você a cada segundo do dia, mas ela te dará uma parte dela que ela sabe que você pode quebrar - o coração dela. Então não machuque ela, não mude ela, não analise e não espere mais do que ela pode dar. Sorria quando ela te fizer feliz, diga a ela quando ela te deixar com raiva, e sinta a falta dela quando ela não estiver por perto.”

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“E mais uma vez, eu abri uma página sua de uma rede social e fiquei olhando sua foto. Como eu já sorri olhando praquilo, você não tem idéia. Mas das ultimas vezes, infelizmente não era sorrindo que eu olhava, era com desanimo, com saudade e mágoa misturadas. Porque você tinha que morrer? Porque você tinha que matar tudo que eu sentia? Me obrigar a morrer também. Me obrigar a fingir estar vivo pra todo mundo. Me obrigar a não chorar, quando tive vontade de chorar. Vontade de te esmurrar, te dizer que você é uma idiota, uma babaca, uma cretina, uma fraca, nunca passou disso. Nunca uma piada sua foi engraçada, nunca você me surpreendeu. Nunca. Mas eu não consigo deixar de pensar em você, a cada dia, a cada ato meu. E quando eu procuro outras pessoas, eu procuro imaginando você me vendo. E tendo ódio de mim. Porque eu quero que sinta ódio. Porque ódio significa alguma coisa, e é melhor que indiferença. Você que já foi tudo, já foi minha esperança, foi meu futuro imaginado, hoje não é nada. Não passa de uma foto numa rede social. Se eu vivo bem sem você, porque eu continuo te olhando? Porque eu sempre volto aqui? Porque eu ouço musicas que falam de tristeza? Por quê? Você não vale isso. Mas eu faço. Eu continuo fazendo. Como uma cerimônia de luto, eu sigo a risca. Mas acontece que você não morreu de verdade, do jeito que eu preferia que morresse. Você está ai viva, vivendo sua vida, fazendo suas coisas, feliz, tranquila, sem sentir minha falta, sem olhar minha foto em rede social. Porque eu não consigo? Porque você não podia ser alguém? Eu esperei muito de você? Não. Eu não esperei nada, eu entendi tudo, eu entendia o que ninguém entenderia. Eu respeitei. Eu fiz como você quis. Tudo. Eu me anulei. Eu deixei de me amar, pra todo meu amor ser só seu. Eu voltei atrás. Eu chorei, eu pedi desculpas, eu aguentei besteiras. Aguentei tudo. Ajuntando do chão, migalhas do seu carinho, migalhas do seu amor. Do seu jeito explosivo e calmo. Um dia me amando como se a terra fosse acabar depois da meia noite. No outro dia uma desconhecida me pedindo pra tratá-la como um qualquer, por favor. Você é minha personagem favorita. A dona de todos os meus textos, de todas as minhas histórias. E eu tenho que dizer isso agora, só pra uma foto numa rede social. Porque você morreu na minha vida. Você pediu demissão, seu cargo era o de presidente, era membro honorário do conselho, tinha tapete vermelho e eu me vestiria até de secretário se te agradasse. E você pediu demissão, sem aviso prévio nem nada. Me diz agora? Como viver bem? Como sobreviver, sem essa ponta de angustia? Eu sou feliz, cara. Eu sou feliz demais. Mas eu sou infeliz demais, quando penso em você. Quando penso no que poderia ser, no que poderia ter sido. Eu sei que não dá. Eu nem quero que dê. Não quero mais. Mas não sei o que fazer com esse nó. Vai passar né? Eu sei. Com o tempo eu não vou mais olhar sua foto, nem sofrer, nem pensar o quanto é infeliz tudo o que aconteceu. Tomara que passe logo. Porque a vontade de te ressuscitar às vezes, me domina.
— Tati BernardiA sua foto  


“Você pode dizer adeus a sua família e a seus amigos e afastar-se milhas e milhas e, ao mesmo tempo, carregá-los em seu coração, em sua mente, em seu estômago, pois você não apenas vive no mundo, mas o mundo vive em você.”
— A Cabana

terça-feira, 10 de abril de 2012


“Você riu de mim enquanto eu chorava assistindo a alguma comédia romântica barata que havíamos alugado. Você me abraçou no meio da rua e deu a primeira desculpa esfarrapada que veio na sua mente, dizendo que não queria que a chuva molhasse minha roupa branca.  Eu fingi não ter escutado a nota de ciúme na tua voz. Você ficou mexendo no meu cabelo e deixou as lágrimas escorrerem pelo meu rosto, sussurrou que não tinha problema, que eu não precisava ser forte o tempo todo. Você comprou meu sorvete favorito mesmo depois de eu reclamar trezentas vezes que estava gorda demais para ficar comendo sorvete. Você riu da minha tentativa desajeitada de disfarçar a insegurança e a vergonha, aquela risada calma e superior que você sempre teve. E eu me peguei negando e chutando para fora todos os sentimentos que estavam me envolvendo. Porque eu estava rindo também. Baixinho, com as bochechas coradas, eu ria da minha tentativa completamente frustrada de não me importar com você. E parte de mim rezava para que pelo menos um pouquinho desse fingimento fosse real, e eu não ligasse tanto assim para a sua presença. Mas eu ligava. Todas as noites eu implorava aos céus que fosse apenas isso. Você me prometeu que não era amor. E não é – até que a sua mão, devagar, pegou na minha e fez com que o mundo ficasse mais seguro. Não era nada, até que meu lado menininha deu um grito e disse que era tudo. É fácil sufocar uma criança, na maior parte do tempo. Mas tem momentos que a menininha grita e esperneia e eu simplesmente não sei como contê-la. Você jurou que não era amor. Mas esqueceu me explicar o que é. A minha garotinha interna exige explicações, evidências, provas e certezas. Ela não aceita um talvez como resposta. E, sendo sincera, eu também não. Meu lado mulher também não tem ideia do que fazer ao seu respeito. Suspiro, em vão, extraviando todos esses pensamentos de dentro de mim. Não funciona. Você passou o sábado à tarde me ensinando matemática, conversou comigo pelo telefone quando eu disse que não estava no clima para sair. Você xingou o meu ex-pior-erro-da-minha-vida e deu um jeito de que ele sumisse para sempre da minha vista. Você riu comigo quando uma das suas amiguinhas rasgou todo o vestido numa festa. Você nunca negou. Nunca confirmou nada. Sempre esteve em cima do muro, não caindo para um lado nem para o outro. Mas disse que não era amor. Disse que não era nada com que eu devesse me preocupar. Só faltou dizer onde é que eu enfio esse não-amor para que ele apenas suma. Eu não sei viver com dúvidas, garoto. E você é o meu grande ponto de interrogação.” Ana F 

[…]Entre quatro paredes, eu olho para os lados implorando por ajuda. As minhas costas sentem o frio do mármore, e de repente eu perco o chão. Eu continuo chamando por alguém, sem nem mesmo perceber. Eu grito cada vez mais alto, e a cada vez mais ninguém parece me escutar. Afinal, quem eu estou chamando? Em um último momento, meu cérebro parece voltar a funcionar, e eu escuto a minha própria voz chamando por você. Você, sempre você. O problema nada tem a ver contigo, mas tu serias a solução. E como se você pudesse me ouvir, eu começo a falar. Você já teve a impressão de que ninguém no mundo se preocupava com você? Você já sentiu como se fosse desaparecer? Tantas mil perguntas, e nenhuma resposta. A gritaria se transforma em um som tão baixo que eu mesma mal me escuto, como se você estivesse a minha frente, sussurro em seu ouvido: você sente a minha falta? […] Ana F